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BioInfo - Dopamina

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A dopamina é um dos sinalizadores químicos que passam informações de um neurônio para o outro no pequeno espaço entre eles. Quando a dopamina é liberada do primeiro neurônio, ela flutua no espaço (a sinapse) entre os dois neurônios, e se encontra com os receptores do outro lado, que então enviam um sinal pelo neurônio receptor. Parece muito simples, mas quando você coloca em escala, de um único par de neurônios para a vasta rede no seu cérebro, rapidamente se torna bem mais complexo. Os efeitos da liberação de dopamina dependem de onde ela vem, para onde os neurônios que a recebe estão indo e que tipo de neurônios são, que receptores estão se associando à dopamina (são conhecidos cinco tipos) e qual papel têm ambos os neurônios.

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Antes de continuar, se você não sabe o que é sinapse, clique aqui para ir para a pagína com o vídeo e texto explicativo.


A dopamina tem muitas tarefas. Ela está envolvida em muitas vias importantes. Mas quando a maioria das pessoas escuta a palavra 'dopamina', elas pensam na hora em motivação, vício, disposição e vontade. Só que na verdade elas estão falando de apenas uma das vias, a via mesolímbica. Essa via começa na área tegmental ventral, lááá no meio do cérebro, e forma conexão com o sistema límbico através do núcleo accumbens, a amígdala cerebelosa, hipocampo e córtex pré-frontal medial.

Chamamos os caminhos percorridos pelos neurônios envolvidos de vias dopaminérgicas.

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Aumento na quantidade de dopamina liberada no núcleo accumbens ocorrem em resposta ao sexo, drogas e Rock 'n' Roll. Todas as drogas de abuso, do álcool à cocaína e heroína, aumentam a dopamina nessa região. A sinalização da dopamina nessa área é alterada na dependência da droga.
   
Dopamina e a Recompensa  

Muitas pessoas descrevem um pico de dopamina como uma “motivação” ou um “prazer”. Mas na verdade não é bem assim que funciona. Na verdade a dopamina sinaliza um “feedback”, um retorno, para uma recompensa já prevista. Como assim? Bem, se você, por exemplo, associar o ato de fumar um cachimbo de crack com a sensação sentida, você começará a receber aumentos de dopamina no núcleo accumbens em resposta de apenas ver o cachimbo, como se o cérebro já previsse a recompensa. Mas se então, você não fumar o cachimbo, a quantidade de dopamina no cérebro irá diminuir e a sensação não será das melhores. É isso que faz os viciados sempre procurarem mais. Parece bem simples, não é? A dopamina simplesmente prevê a recompensa. Mas novamente, é muito mais complexo do que isso.

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Por exemplo, os níveis de dopamina podem aumentar no núcleo accumbens de pessoas com transtorno pós-traumático quando estão em vigilância e paranóia. Ou seja, a dopamina também pode ser liberada por eventos que não parecem ter nada a ver com recompensa. Nesse caso, neurônios dopaminérgicos respondem à chamada “saliência”. Ela detecta impulsos de dopamina e foca em objetos que consideramos importantes, sejam eles positivos ou negativos. Déficit de atenção e hiperatividade, assim como o vício, todos são afetados pela dopamina na via mesolímbica.

   
Mas a dopamina é muito mais que isso. A dopamina desempenha grande papel em iniciar movimentos e a perda em massa de células secretoras de dopamina na substância negra é o que produz os sintomas da doença de Parkinson. Além disso, a dopamina inibe a secreção de prolactina, hormônio envolvido na produção do leite materno. Níveis anormalmente altos na transmissão dopaminérgica é ligada à psicose e esquizofrenia, apesar de outras vias também estarem envolvidas, e a maior parte dos medicamentos anti-pscicóticos têm como alvo os receptores de dopamina.
   
A dopamina também está envolvida em funções como atenção, tendo papel importante no déficit de atenção e os principais medicamentos são psicoestimulantes como metilfenidato e anfetamina, drogas que aumentam os níveis de dopamina e norepinefrina no cérebro. A dopamina também está envolvida na naúsea, na função renal e no coração.
   
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Enfim, a dopamina tem a ver com o vício, seja para chocolate ou cocaína. Tem a ver com o desejo e o amor. Tem a ver com o leite, com o movimento, com a motivação, atenção e psicose. A dopamina desempenha um papel em tudo isso, mas não é nenhum deles. Muitos outros neurotransmissores também estão envolvidos. Mas nem devemos desejar que fosse só a dopamina.

A sua complexidade é o que faz com que ela seja grandiosa. Ela nos mostra o que, com uma única molécula, o cérebro pode fazer.